segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Redenção da Cultura

Por muito tempo uma minoria fez um estrago em nossa nação. Trabalharam para apagar a nossa história. Degradaram a cultura. Onde estão os nossos artistas, poetas, músicos, pintores, escultores, artesãos? Cadê as nossas crianças da pátria educadora?
Temos sido a pátria dos "causadores", dos "lacradores". Hoje é cool "dialogar" sobre religião e sexo ofendendo crenças e a família.
Querem trazer dignidade dividindo. Tempos que lutam por tudo e por nada. Choram a morte de uma formiga e aplaudem um feto abortado. 
Apesar de tudo isso, creio que caminhamos para redimir a nossa pátria. A minoria que causava, verá a nossa bandeira mais forte do que nunca. 
Deus abençoe o Brasil

quarta-feira, 14 de março de 2018

Quem nos separará?


Perseverança dos santos
 Essa belíssima doutrina (Perseverança dos Santos) pode parecer de início - para alguns - contraditória a soberania de Deus, no entanto, ela parte de Deus e permanece sustentada por Ele. Todo eleito só permanece como discípulo de Cristo porque a ação salvífica é eficaz, ou seja, Cristo não morreu por alguém que iria perder-se, ao invés disso, estando unidos com Cristo, sempre unidos com Ele.

 A bíblia nos diz em Romanos 8: 26 e 27 que o Espírito Santo nos ajuda quando estamos fracos, intercedendo por nós. Isso só reforça a soberana ação de Deus em salvar e manter salvo aqueles que fazem parte de seu rebanho. 

Alguém pode pensar: O cristão lutaria contra a sua própria vontade para permanecer no caminho? Nós não negamos a crise de fé que o eleito pode e na maioria das vezes enfrenta, no entanto, como o texto citado acima mesmo afirma, em nossa fraqueza o Espírito intercede por nós, garantindo que em algum momento a nossa vontade estaja alinhanda com a de Deus. Vale frisar que essa intercessão não é em nada semelhante as nossas súplicas, mas, o Espírito Santo agindo poderosamente para nos guardar em seu poder, sustentando a nossa fé em Cristo Jesus.

 A perseverança dos santos está diretamente ligada a glória de Deus, e essa glória jamais será manchada, nehum anjo ou homem poderá atrapalhar nos eternos propósitos de Deus, então, nada e ninguém poderá nos separar do amor de Deus (Romanos 8: 38-39).

Os santos perseverarão não é por que existe uma liderança religiosa que cobre a vida deles com autoridade espiritual, ou por que eles são uns "santarrões", não! Os santos irão perseverar porque o Senhor agiu com a sua livre e soberana graça ao salvar pecadores para perseverarem até o fim.
Soli Deo Gloria

Alex Barbosa da Silva

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Falar sobre Deus é "fácil".



 Ninguém melhor do que o próprio indivíduo para desnudar o seu interior e descrever as digitais de sua alma. Somente nós, de forma segura, podemos fornecer partículas importantes que carregam a essência de quem somos. O ser humano é muito complexo para ser facilmente mapeado. Partindo desse princípio, elevo a reflexão ao ser de Deus. Quem é Deus? Ao fazer essa pergunta para diversas pessoas, teremos muitas conclusões. É possível que a maioria das definições sobre a pessoa de Deus sejam conclusões auto concebidas, “encaixando Deus” em compartimentos centrados no homem. Há alguém melhor do que o próprio Deus para revelar essa identidade?

 Deus se aproxima do homem, obra de sua criação, e a fé recebida é o meio pelo qual entendemos quem Ele é, não por mero assentimento, antes, nosso interior é conectado com a revelação da pessoa e obra de Deus. Pessoa: Entendemos seu Senhorio, amor, santidade, soberania, fidelidade etc; Obra: Somos devedores, estamos em dívida com Ele e a razão de Jesus Cristo encarnar, cumprir a lei, morrer e ressuscitar é para que o homem, arrependido, pudesse ter paz com Deus e ser uma nova pessoa, ou seja, apenas a obra de Cristo salva o homem.

 Eu sei quem eu sou: um pecador arrependido, nova criatura e estando em paz com Deus. Eu sei quem Deus é: Pai, Filho e Espírito Santo. Reinando de eternidade a eternidade.

Referências Bíblicas
Romanos 3: 23, 24

Jeremias 10: 10

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A interpretação Bíblica e a Escola Antioquiana

A interpretação Bíblica e a Escola Antioquiana


 A interpretação bíblica é um método de olhar para as Escrituras e buscar o sentido original do texto, sendo assim, algumas escolas de Tradição Cristã fornecerão a sua versão interpretativa dos acontecimentos bíblicos. Segundo Walter Kaiser, a Hermenêutica (interpretação bíblica) deve estar atenta tanto para a Exegese quanto para a Teologia, de forma a tornar-se mais completa na investigação interpretativa[1].  
 Ao investigar as Sagradas Escrituras estaremos diante de um texto inspirado por Deus, sendo assim, é necessário empenho ao buscar a essência, ou seja, qual é a intenção do autor ao escrever determinado assunto. Apesar da mensagem central das Escrituras serem de fácil entendimento, existem outras partes que são obscuras. Ao dizer isso, vale ressaltar que em toda a história da igreja foi surgindo intérpretes que distorceram completamente o significado original do texto sagrado. Temos o exemplo de Marcião, Montano, os Gnósticos, e até mesmo cristãos da escola de Alexandria, fazendo uso do método Alegórico, com isso, dando novo significado às passagens bíblicas.
 O presente artigo apresentará a Escola de Antioquia, localizada na atual Turquia, e reunirá algumas características de sua Tradição, ou seja, o método interpretativo, sua Teologia e representantes.

O MÉTODO INTERPRETATIVO DA ESCOLA DE ANTIOQUIA
 A Escola Antioquiana ficou conhecida por sua interpretação literal das Escrituras, conhecimento das línguas originais e o caráter histórico do texto Sagrado, se assemelhando ao que no futuro passou a ser chamado de Método Histórico Gramatical. Eles tinham por objetivo investigar a fundo as palavras, a fim de alcançar a intenção autoral, ou seja, evitando ao máximo impor ao texto um significado equivocado[2].
 Esse método não era pioneiro, pois, antes mesmo de Luciano (240- 312 A.D - fundador da Escola Antioquiana[3] surgir com esse método de estudo, no segundo século, Teófilo mantinha o uso literal de interpretação bíblica:

“Eu leio as sagradas Escrituras dos santos profetas, os quais pelo Espírito de Deus predisseram as coisas realmente tem acontecido, exatamente como vieram a ocorrer, e as coisas que agora estão ocorrendo no presente, e as coisas futuras na ordem em que ocorrerão. Aceitando, portanto, prova evidente coma ocorrência de coisas preditas interiormente, eu não descreio. Ao contrário, creio, obediente a Deus, a quem você também deveria se sujeitar, crendo nele, para que não seja condenado depois e atormentado com a punição eterna[4].”

Antioquia e seu desafio Teológico
 Antioquia era menos romanizada do que Cartago, apesar disso, era uma cidade onde diversas tradições religiosas se encontravam, mesmo assim, não encontraremos o sincretismo religioso encontrado na Escola de Alexandria[5].
 Segundo McGrath os escritores dessa conhecida escola eram bastante motivados por considerações de ordem soteriológica. Por exemplo, as duas naturezas de Cristo são defendidas com veemência, ou seja, que Cristo é em um só tempo Deus e homem[6]. Ao fazer isso, eles estavam divergindo da Escola de Alexandria, uma vez que os mesmos entendiam o posicionamento Antioquiano como quem se posiciona negando a unidade de Cristo e, diziam que tal posição era o mesmo que dizer que Deus tinha dois filhos. A posição da Igreja de Antioquia está bem mais próxima daquela defendida pelos outros pais da igreja, bem como os Reformadores.

Antioquia e a Igreja Hoje
 Muitas igrejas hoje adotam o método alegórico para tentar expor o texto, no entanto, esses pregadores estão se afastando do sentido original da passagem, da intensão autoral. Exemplos dessas igrejas são as Neopentecostais, se aproximando bastante da escola de Alexandria. Por outro lado, muitas igrejas buscam o método Histórico Gramatical para interpretar a Bíblia, essa ferramenta se assemelha muito o da igreja de Antioquia, umas vez que os proponentes buscam o real contexto do texto sagrado.
 
Conclusão
 É extremamente pertinente nós lermos os autores antigos a fim de buscarmos proximidade na forma de interpretarmos as Sagradas Escrituras. Olhar como os nossos pais enxergavam algum texto por eles se encontrarem bem mais próximos do que nós mesmos, mais de 20 séculos de distância. Mesmo assim, é possível termos acesso a fragmentos, ou até mesmo livros de alguns homens que influenciaram o pensamento de outros homens de Deus.
  
- Alex Barbosa








[1] Walter G. Kaiser, o Uso Teológico da Bíblia, p 187
[2] Alister McGrath, Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica, p 418
[3] Augustus Nicodemus Lopes, A Bíblia e seus intérpretes, p 134
[4] Augustus Nicodemus Lopes, A Bíblia e seus intérpretes, p 135
[5] Justo L. Gonzalez, Retorno à história do pensamento Cristão, p 33
[6] Alister McGrath, Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica, p 419