quinta-feira, 13 de julho de 2017

Ó Beleza

Ó Beleza que está sobre mim
Verdade que me cerca
Singularidade na Diversidade
Despreza a superficialidade
És todo verdade
Em minha ignorância
Sua face foi rejeitada
Sua voz calada
Presença ignorada
Desejei e desejei tudo
Corri e milhas caminhei
Que tesouro encontrei?
Ó Beleza, aqui estou
Onde está a brisa?
Fale com suave melodia
Aquiete a alma cansada
Os olhos perambulates
Leve e lave a dor
Pois, assim que ela voltar
Será uma doce melodia
Dor que vira harmonia
Ó Beleza, mistério e revelação
Aqui estou
Pequenino e frágil
Fé e coração


- Alex Barbosa

segunda-feira, 5 de junho de 2017

O Cânon Bíblico



É senso comum que o livro sagrado dos Cristãos é a Bíblia, também conhecido como Palavra de Deus, Lei do Senhor, Mandamentos, Sagradas Escrituras etc. A Bíblia é um conjunto de livros que foram escritos por homens inspirados por Deus. Esse manual de fé e prática possui 39 livros no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento, totalizando 66 livros.¹ É importante frisar que na Bíblia há gêneros literários, logo, devemos ter alguns cuidados ao ler as Escrituras, a fim de, não adulterar o contexto original da passagem.

 Muitos terão dúvidas a respeito da diferença da “Bíblia Protestante” para a Bíblia da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), que incluem mais sete livros, totalizando 73 livros. A ICAR acrescentou-os ao cânon a partir da Reforma Protestante, no Concílio de Trento em 1546. Mas o que vem a ser esse tal de “Cânon” e qual é a sua importância para a igreja? Segundo Alister McGrath,

 Cânon significa “uma regra ou um ponto fixo de referência”.² Isso significa que a igreja cristã deve ser orientada doutrinariamente a partir dos livros contidos nesse Cânon de 66 livros. Aceitar, por exemplo, os sete livros apócrifos (Duvidoso, não inspirado por Deus) da ICAR, é admitir muitos ensinos que contrariam os profetas e os apóstolos, homens que falaram inspirados por Deus. Mesmo que tais livros possam ser lidos como fontes históricas, eles não poderão ser aceitos como canônicos.
Estudiosos da ICAR costumam afirmar que o concílio de Roma (392) aceitou os livros apócrifos como canônicos, mas, esse argumento é fraco, pois o concílio foi local, e para ele ser aceito pela Igreja, o mesmo deveria ser ecumênico, ou seja, mais abrangente. Além disso, muitos teólogos da ICAR rejeitaram esse novo Cânon.³

 A história da igreja vai apontar homens de Deus que batalharam pela sã doutrina e rejeitavam ensinamentos que distorciam a verdade. Ensinos perniciosos começaram aparecer bem cedo e traziam doutrinas que contrariavam o Antigo e o Novo Testamento. Então, segue alguns desses homens que preservavam o bom ensino a partir da ideia de confiar no Cânon como temos hoje: Justino, Irineu, Clemente de Alexandria, Tertuliano, Atanásio etc.

 Tendo dito isso, a Tradição Reformada entende que todos os sessenta e seis livros que fazem parte da Bíblia são os únicos livros de inspiração divina, isso torna as Escritura Sagradas sem erros e infalíveis, estando acima de qualquer concílio e liderança. Todos devemos nos submeter a Deus, obedecendo os seus mandamentos.

Sola Scriptura = Somente as Escrituras



1 - Confissão de Fé de Westminster, 1:2

2 – McGrath, Alister; Teologia Sistemática, histórica e Filosófica; uma introdução à teologia cristã. São Paulo, Shed Publicações, 2016, p 47.

3 - http://www.monergismo.com/textos/bibliologia/apocrifos_analisando_geisler.htm

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Música para a glória de Deus


 Olhando o cenário da música cristã, fica claro que canta-se mais sobre os triunfos de um Cristianismo sem cruz, anunciando um Evangelho sem conteúdo. Apesar dessa constatação, alguns irmãos perseveram em produzir canções que não omitem a cruz marcada com o sangue de Cristo, derramado em favor de pecadores. Tais irmãos, além de comporem uma linda letra, anunciando a Boa Notícia com profundidade, eles fazem tudo isso ao som do Folk, em altíssimo nível, eu falo da banda "Domonte", composta por: Rodrigo Sousa e Tiago Sampaio.
 O principal objetivo da dupla é viver para a glória de Deus cantando as Sagradas Escrituras e como peregrinos irem aonde o Espírito Santo os enviar. Tudo isso em alto estilo como vocês poderão assistir no vídeo clip. 
 A Igreja do Senhor não pode negociar o púlpito, seja no sermão, bem como no louvor. É necessário a pregação expositiva da Bíblia e cânticos centrados no Evangelho.
 Dito isso, encorajo os irmãos a divulgarem o trabalho da "Domonte", convidando-os para cantarem em suas igrejas. Por fim, orem por esse ministério que visa a glória de Deus.



                                                         Domonte no Facebook.

- Alex Barbosa

terça-feira, 7 de março de 2017

É O Cordeiro de Deus


No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: "Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (João 1: 29) 

Introdução
 Esse versículo carrega consigo um peso confessional muito significativo. João Batista está diante dos homens apontando para Jesus como aquele que é o nosso substituto, levando sobre o seu corpo a punição pelos nossos pecados. Uma segunda carga de confessionalidade que é transmitida através das palavras de João Batista, aponta para o Senhorio do Cordeiro, pois somente o próprio Deus poderá apagar os pecados de seus discípulos. Há a terceira carga confessional: as palavras que saem dos lábios do profeta, é louvor ao Rei da Glória. Apesar dele estar com o "manto da humanidade", sua glória foi revelada a João Batista, e o mesmo não pode conter as palavras: "Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo".

 No capítulo primeiro do Evangelho de Jesus Cristo segundo o Apóstolo João, é possível lermos inúmeros títulos dado a pessoa de Jesus Cristo:
O Verbo de Deus;
O Verbo sendo Deus;
O Verbo como Criador de Tudo;
A luz dos homens;
Possuidor de glória.

"Vejam! É o Cordeiro de Deus..." 
 No antigo Testamento Jesus era o cordeiro que haveria de prover, mencionado por Abraão a Isac (Gn 2: 28); também foi simbolizado pelo cordeiro pascal no Egito (Exôdo 12); cada cordeiro sacrificado no templo apontava para o cordeiro que viria, Jesus Cristo. O nosso Senhor era o cordeiro que Isaias profetizou que seria levado ao matadouro (Isaias 53: 7). Apesar desses cordeiros cumprirem um propósito estabelecido por Deus, nenhum deles poderá ser como "O" Cordeiro de Deus, o sacrifício preparado pelo próprio Deus, "O" Filho de Deus se entregando em nosso lugar, livrando-nos da ira vindoura (1 Tessalonicenses 1: 10).

"...Que tira o Pecado do Mundo."
 Muitos judeus acreditavam que a garantia da vida eterna estava em pertencer a linhagem de Abraão e, com isso, mantinham uma vida legalista e de ritos, mas os seus corações caminhavam distantes de Deus. Quando João Batista aparece pregando no deserto ele chama todos ao arrependimentos, batizando judeus e gentios. Somente os gentios eram batizados até então, por serem impuros. João Batista aponta o pecado dos homens, não importando quem ele fosse, todos deveriam se arrepender!
 Em Romanos 3: 23 a bíblia faz a seguinte afirmação: "Todos Pecaram..." Logo, seja nascido dentro ou fora da igreja, rico ou pobre, Asiático ou Africano, todos precisam se arrepender!!!

 O homem tenta ser o seu próprio redentor, a história já nos mostra isso nos primeiros capítulos de Gênesis (Gn 3: 7). Ao pecar, Adão e Eva tentam esconder a sua vergonha, agora eles se incomodavam com a nudez. O que eles fazem? Se ajoelham, oram a Deus? Não! Pegam folhas e produzem roupas para tapar a sua nudez. Eles não consultam a Deus. O pecado nos afasta da Santidade de Deus. 
 Mas louvado seja Deus por sua maravilhosa graça. ao ver o homem nu e se afastando de seu Criador, Ele faz roupas para Adão e Eva, usando peles de animais. As vestimentas que eles haviam produzido não apontavam para Deus, então, próprio Deus faz algo tremendo: Sacrifica um animal, pega a sua pele e faz roupas para esconder a vergonha do homem (Gn 3: 21). Mesmo o homem tendo pecado contra o seu Senhor, Deus trabalha com tamanha graça. Esse sacrifício aponta para Cristo: O Cordeiro de Deus que tira o Pecado do mundo; que esconde a nossa vergonha e apaga os nossos pecados.

João 1: 29 e nós
Irmãos, precisamos manter os nossos olhos fixos no Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, pois é ele quem tira o nosso pecado e nos tráz a verdadeira vida. Não foi outra pessoa que cumpriu toda a lei perfeitamente, como nunca antes foi feito; foi Ele quem se entregou por nós na cruz, levando sobre si tamanha humilhação e sofrendo como ovelha muda. Devemos perseverar em anunciar as Boas Novas de Salvação aqueles que não se encontraram com o Cordeiro de Deus, ainda não tiveram suas vidas mudadas. Amigos, quantos estão sofrendo, sem esperança e solitários? Todos precisam do Cordeiro de Deus! "Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (João 1: 29)